O vinho precede a linguagem que hoje usamos para explicá-lo. Muito antes de ser descrito, avaliado ou exibido, ele já ocupava seu lugar à mesa, não como objeto de atenção, mas como parte silenciosa daquilo que sustenta e aproxima. Durante séculos, não precisou justificar sua existência. Não era uma escolha deliberada, mas uma continuidade. Servido ao lado do pão, diluído quando necessário, imperfeito na maior parte das vezes, e ainda assim essencial. Sua função nunca foi impressionar. O vinho acompanhava, e nisso residia sua força.
O vinho ainda nos alimenta?


