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Avatar de Gabriela Correia

Pensando aqui… Se não devemos julgar o livro pela capa, o mesmo vale para o vinho e o seu rótulo. Parte da minha família é de Anadia, o coração da Bairrada. Percebo neles a mesma alma do vinho local: são firmes, autênticos e têm aquela 'casca grossa' no bom sentido, de quem resiste e se adapta às maiores adversidades. Bairradinos e vinhos partilham o amor pelo tempo e pelas tradições. Se este vinho for daqueles que nos ganha aos poucos, mas nos conquista para a vida toda, ele cumpre o seu papel com a mais pura identidade.

Avatar de Claudia Roesler

Muito interessante a sua reflexão sobre a harmonização entre o vinho e a leitura. Concordo plenamente e já havia intuído isso de algum modo, mas hoje você colocou em palavras essa intuição de um jeito que fez todo o sentido. Seguimos, experimentando uns e outros. Curiosa para ver como vão se desenrolar as cenas dos próximos capítulos. Sobre o livro em particular, vou colocá-lo na minha já infinita lista de leituras. A ideia de chegar a um lugar e se perder nele, andando sem muitos planos e rumos é magnífica e eu faço isso sempre que posso. É uma dessas experiências que me nutrem absurdamente.

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